Coisas estranhas
Certo dia, resolvemos fazer um cinema dentro de
casa. Eu, minhas duas amigas e meu amigo conversávamos, quando ouvimos um
barulho de salto alto no andar de cima. Mas não havia ninguém dentro de casa, a
não ser a gente.
Era
noite, achamos que poderia ser minha mãe, mas ela havia falado que só chegaria
muito tarde.
Ouvimos
novamente o barulho de alguém correndo, parecia estar de salto.De repente
parou. Fomos aos quartos do andar de cima e não vimos ninguém.
Como
somos vizinhos, fomos à casa da avó de uma das minhas amigas. Ela falou que lá
pelo ano de 1981, uma menina caiu dentro de uma fossa perto das nossas casas e
morreu. Mas ela sempre aparecia no nosso bairro, para atormentar as pessoas.
Contei tudo a minha mãe que confirmou a história,
mas disse que não acreditava que ela pudesse nos atormentar.
Não
sei não, até hoje fico arrepiada só por recordar esta história.
Sara Lidiane Alves Souza – 7° D
Causo
montado
Minha família fez um
jantar para comemorar o folclore brasileiro. Foi então que nos lembramos do
causo do porco espinho do bairro Santa Cruz, uma história esfarrapada que a
minha mãe nos contava quando criança. Até hoje, não sabemos como pudemos
acreditar nela.
Bem, é a história de um
homem que se transformava em porco espinho em noites de lua cheia.
Porco espinho? Não
seria lobisomem? Até os exageros do desenho do pica- pau são mais convincentes!
De repente, ouvimos um
barulho vindo da sala. Assustados, fomos até lá. Para nossa surpresa,
encontramos espinhos espalhados por toda sala. Sem entender nada, observamos que os
únicos ausentes da mesa naquele momento, eram meu irmão e minha cachorrinha,
Julinha.
Os convidados
despediram-se assustados. Não conseguíamos dormir naquela noite. Foi aí que
ouvimos alguém cantando:
“Sou um homem
Não sou lobisomem
Conversam fiado
Caíram no meu papo
Coberto por lona
Sou o irmão da Paloma.”
Paloma
Oliveira dos Santos – 7ºB
A morta que voltou para pedir perdão
Minha avó sempre dizia que não podemos levantar
falso contra as pessoas. Para que eu pudesse entender isso ela me contava a história
de duas amigas que brigaram e se tornaram inimigas: Filomena e Madalena.
Filomena havia levantado falso contra a amiga e,
tempos depois, morrera sem pedir-lhe desculpas.
Após alguns anos, Madalena também faleceu, mas
ainda estava ressentida com a amiga.
Certo dia minha avó Rita, que era amiga de Tomazia,
filha de Madalena, estava dormindo em sua casa, quando de repente a janela se
abriu e por ela entrou um lençol branco com uma luz em cima dizendo:
_ Voltei para lhe pedir perdão, filha de Madalena!
Tomazia, quase sem voz
balbuciou:
_ Mas vocês duas estão
mortas. Por que não pede perdão uma a outra?
_ Estamos próximas,
mas só você, que está viva, pode me perdoar em nome da sua mãe.
Tomazia, assustada,
respondeu-lhe que ela estava perdoada. Logo depois o lençol caiu desarrumado no
chão. A janela se fechou e tudo voltou
ao normal.
Bianca Victória D. Esteves – 7ºA
O causo da família de cachorros
Havia em uma cidade, uma família
muito estranha: pai, mãe e filho, cujos nomes ninguém conhecia, mas todos já os
viram um dia.
Era noite de sexta-feira 13. Um
homem passava próximo a casa desta família. Não se ouvia nada, apenas ruídos
parecidos com latidos. Os latidos foram ficando bem agudos. Mas, como? Todos
sabiam que nesta casa não havia cachorros.
Com medo, o rapaz passou a caminhar
mais rápido. Os ruídos aumentaram. Ficavam cada vez mais fortes... Até que
apareceu um cão gigante, com três cabeças. No lado direito, ele tinha a cara do
pai da família estranha, no esquerdo era a mãe e ao centro era a cara do filho.
O homem apavorado começou a correr
como jamais havia corrido antes.
Quando chegou à igreja, o cão
aproximou-se dele. Parecia o fim para aquele pobre homem que, gritando e
correndo desesperadamente, conseguiu chegar à sua casa.
Ao abrir a porta deu de cara com a
criatura que lhe disse:
_ Obrigado pelo passeio! Está uma
linda noite!
Gabriel Ribeiro Guedes – 7ºC
Na semana que vem ... tem mais!
Na semana que vem ... tem mais!




Nenhum comentário:
Postar um comentário